3.6.11
10.5.11
Lua
- Agora tenho que ir. Falou ele
- A então vou chorar. Falou ela.
- Então não sais lucrando nada.
- Saio, disse a raposa. Por causa da cor do trigo...Me lembra você...
"Eu sempre saio no lucro minha flor, mesmo longe. Por causa da lua...ela me lembra você"
Compartilho estas palavras porque elas foram as mais doces que já tive o prazer de receber de alguém tão querido, quanto a Ma.
- A então vou chorar. Falou ela.
- Então não sais lucrando nada.
- Saio, disse a raposa. Por causa da cor do trigo...Me lembra você...
"Eu sempre saio no lucro minha flor, mesmo longe. Por causa da lua...ela me lembra você"
Compartilho estas palavras porque elas foram as mais doces que já tive o prazer de receber de alguém tão querido, quanto a Ma.
4.5.11
Transbordar
Como é boa essa sensação de estar transbordando de amor! É tempo de semear, com a Lua Nova nutrinto....
3.5.11
O que restou dos meus eus
É estranho quando fazemos uma retrospectivas das mudanças em nossa personalidade, em nós. Esse blog foi testemunha de muita coisa: dos meus momentos em que o eu aparecia, outros que o eu dava lugar à terceira pessoa, como forma de proteção, de se esconder.
Já tive fases em que acreditava que as pessoas iam gostar de mim se eu fizesse igual à elas, igual em alguma medida. Dói admitir isso. Também prestei bastante atenção nas etiquetas das minhas roupas. Mas antes disso, simplesmente não ligava e fazia questão de exaltar o desleixo no meu jeito de se vestir. Em outro momento fui vegetariana. Hoje faço churrascos sem ter motivos para comemorar.
Eu já me deixei levar. Eu me escondi das pessoas. Eu me afastei de quase todas, em busca de saber melhor onde estava EU em tudo isso.Mas entre tudo isso o que se manteve em mim é a insegurança, não sei como consigo carregar uma tão grande assim, sou pequena e frágil.
Depois de um mergulho em mim, eu me aceitei como sou, como gosto de ser e sabe que até a insegurança perdeu espaço em mim?
Já tive fases em que acreditava que as pessoas iam gostar de mim se eu fizesse igual à elas, igual em alguma medida. Dói admitir isso. Também prestei bastante atenção nas etiquetas das minhas roupas. Mas antes disso, simplesmente não ligava e fazia questão de exaltar o desleixo no meu jeito de se vestir. Em outro momento fui vegetariana. Hoje faço churrascos sem ter motivos para comemorar.
Eu já me deixei levar. Eu me escondi das pessoas. Eu me afastei de quase todas, em busca de saber melhor onde estava EU em tudo isso.Mas entre tudo isso o que se manteve em mim é a insegurança, não sei como consigo carregar uma tão grande assim, sou pequena e frágil.
Depois de um mergulho em mim, eu me aceitei como sou, como gosto de ser e sabe que até a insegurança perdeu espaço em mim?
1.4.11
Tempo
Cada coisa no seu tempo. Há algumas semanas eu tive uma crise choro de saudades do meu irmão que faleceu. Não consegui dormir. Me desesperei. Pedi colo. Implorei para sonhar com ele. E o sonho não veio. Ontem eu acordei sorrindo, sonhei com ele. Um sonho bom. Estava caminhando em uma rua quando ele chegou e colocou as mãos nos meus olhos para eu adivinhar quem era. Era ele. O abraço foi intenso, eterno de saudades. Chorei. Acordei feliz por ter tido o sonho ontem e não quando eu achei que era o tempo certo. O tempo ideal vem quando a gente não espera. O sonho foi surpresa. Surpresa boa para acalentar uma saudade que vai caminhar comigo até o fim dessa vida física.
26.3.11
Plenitude
- Tá, então qual será nosso acordo?
- Não sei. Na verdade eu não quero acordo, afinal não existem fórmulas para isso...
- Tem tanta gente há tanto tempo junto e sem felicidade.
- Eu quero que a gente fique enquanto tiver felicidade, mesmo que não por tanto tempo.
- Vamos viver a felicidade suportável, a que está ao nosso alcance.
- Tangível?
- É!
- Não, talvez o melhor seja a felicidade que está longe, que tenhamos que traçar um longo caminho até ela.
- Mas uma longa busca termina. E quando terminar?
- Estaremos plenos.
- A plenitude também acaba.
- O estado pleno acaba, mas ser pleno não.
- Não se é pleno, nunca!
- É, talvez você tenha razão. Mas acho melhor começarmos algo, tentarmos. E parar de planejar possibilidades, erros e acertos...
(Escrito em fevereiro de 2010)
- Não sei. Na verdade eu não quero acordo, afinal não existem fórmulas para isso...
- Tem tanta gente há tanto tempo junto e sem felicidade.
- Eu quero que a gente fique enquanto tiver felicidade, mesmo que não por tanto tempo.
- Vamos viver a felicidade suportável, a que está ao nosso alcance.
- Tangível?
- É!
- Não, talvez o melhor seja a felicidade que está longe, que tenhamos que traçar um longo caminho até ela.
- Mas uma longa busca termina. E quando terminar?
- Estaremos plenos.
- A plenitude também acaba.
- O estado pleno acaba, mas ser pleno não.
- Não se é pleno, nunca!
- É, talvez você tenha razão. Mas acho melhor começarmos algo, tentarmos. E parar de planejar possibilidades, erros e acertos...
(Escrito em fevereiro de 2010)
24.3.11
Incoerências
- Sim, nós estamos cercados de incoerências - que muitas vezes nos tocam, nos prendem. Mas que também nos liberta de seguirmos uma linha reta-morna-segura. A coerência é nossa inimiga mais próxima. Não pense nisso como um conselho, amigo. Aliás não pense, só não se culpe e já será o suficiente para tudo se tornar mais leve.
(Isso é uma republicação)
(Isso é uma republicação)
Assinar:
Postagens (Atom)