22.6.09

Ela se sentou pelo segundo dia seguido em uma mesa com estranhos para almoçar. Estava concentrada. Até que a mesa esvaziou-se e sobrou uma senhora de óculos que perguntou onde ficava a saída. Ela explicou. Mas a senhora parecia não ouvir e começou a falar que ficara viúva. "Eu vou ao mesmo restaurante há mais de quinze anos, mas hoje decidi almoçar aqui. Estou viúva há pouco tempo. Preciso ir à lugar com pessoas para não enlouquecer". Ela tentou dizer para a senhora que havia coisas interessantes para fazer naquele local, sugeriu que visse a programação, mas simplesmente a senhora não ouvia. Continuava com o olhar perdido. Ela pensou que no fundo ela só queria falar e foi embora sem consgeuir se despedir. No ônibus pensou a respeito de como seria frequentar o mesmo lugar com a mesma pessoa por tanto tempo... assusta. A senhora deve ter sentido medo de mudar de [caminho] restaurante.

18.6.09

"o ser humano tem a terrível capacidade de se insensibilizar a seu bel prazer se descobre prejuízos que poderão advir da sensibilidade" (B.B.)

"é justo doer a dor, mas tenho que me esforçar para não me deleitar com ela"

10.6.09

Rotina.

Ultimamente quando ela pega o ônibus para o trabalho tem vontade de não descer, de seguir viagem até o ponto final. Mas ela descobriu que o ponto final é bem perto dali... Nesse caso não resolve, o querer ir além da rotina é justamente para ir mais longe. Tão longe que não consiga voltar facilmente.

7.6.09

lembrança recente

frio/calor

3.6.09

sonho

No sonho ela gritava. Eram gritos altos para uma pessoa que não tinha rosto, ela só via um clarão. E só sabia que podia (devia) gritar tudo que deixou de gritar até agora. O estranho foi ter acordado com uma sensação boa, mesmo sabendo que ela ainda cala diante da vontade de gritar.