31.1.07

Do it


"Tá cansada, senta

Se acredita, tenta

Se tá frio, esquenta

Se tá fora, entra

Se pediu, agüenta

Se sujou, cai fora

Se dá pé, namora

Tá doendo, chora

Tá caindo, escora

Não tá bom, melhora

Se aperta, grite

Se tá chato, agite

Se não tem, credite

Se foi falta, apite

Se não é, imite

Se é do mato, amanse

Trabalhou, descanse

Se tem festa, dance

Se tá longe, alcance

Use sua chance

Se tá puto, quebre

Tá feliz, requebre

Se venceu, celebre

Se tá velho, alquebre

Corra atrás da lebre

Se perdeu, procure

Se é seu, segure

Se tá mal, se cure

Se é verdade, jure

Quer saber, apure

Se sobrou, congele

Se não vai, cancele

Se é inocente, apele

Escravo, se rebele

Nunca se atropele

Se escreveu, remeta

Engrossou, se meta

Quer dever, prometa

Pra moldar, derreta

Não se submeta"


Sigam as dicas do tio Lenine e se darão bem...

30.1.07

E só!


Feliz e ponto. Não por nada, nem por ninguém, sem motivos, apenas por mim...
Da Felicidade


Quantas vezes a gente, em busca de aventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz! (Mario Quintana)

28.1.07

Casa Vazia



Ai como eu adoro quando minha casa fica vazia. Poder colocar Queens of the Stone Age bem alto cantar e pular sem ser questionada sobre minha sanidade.

Ler um livro no mais absoluto silêncio e ter toda a concentração do mundo para reler e pensar e escrever sobre...Comecei a ler Sobre Heróis e Tumbas do Ernesto Sábato e perdi as horas (como isso é bom! encontrar um livro que te faz perder a noção do tempo!!). O livro é um tanto quanto melancólico e pessimista, eu diria, mas estou me deliciando.

Para finalizar o dia cantar mantras para tranquilizar a alma e aquietar a mente...


"Quando foi apresentado pela primeira vez, o próprio Brahms tocava o piano. Sabes o que aconteceu?
- Não.
- Vaiaram-no. Estás vendo como é a humanidade?
- Bem, talvez...
- Talvez o quê? - gritou Alejandra.
- Por acaso duvidas de que a humanidade não seja uma pura imundície?
- Mas esse músico também é a humanidade" (trecho do livro citado acima).

26.1.07

Posses e perdas




O que é possuir alguém? Palavra forte esta né?! Aliás esta e outras que tenham o mesmo sentido: pertencer, ser, ter...
Este questionamento me veio depois de eu imaginar uma situação (sim, minha imaginação é fértil!) e foi alimentado quando eu li um post no blog da Sara (vou abrir um parêntese para dizer que foi esta guria que me inspirou a fazer este espaço e que ela é muito querida por esta pessoa aqui) no qual ela diz "ninguém é propriedade de ninguém". Eu acrescento: nem deve ser nunca!
Como a gente sabe que é de alguém? Como sabemos que alguém é da gente? Como sabemos se é bom pertencer a alguém? O 'pertencer' soa como 'objeto'. Como sabemos se é bom ter alguém? Acho que estar com alguém é melhor...
Umas semans atrás eu vi o excelente Amores Brutos (por falar nisso ontem vi Babel e eu recomendo!) e no final do filme aparece uma dedicatória que me fez pensar em perdas e posses: Para Luciano porque nós também somos aquilo que perdemos. Isto faz todo o sentido! Nós nos construimos também das nossas perdas...
Perder é uma arte, como disse minha amiga querida Mari, há as perdas necessárias e as nem tão necessárias assim. Mas a gente sempre aprende com elas...
Aí vem a questão da posse: para ser de ou ter alguém é necessário? Não podemos só fazer parte da vida de alguém? Acho muito egoísta querer alguém para si, isso é puro apego, físico, nada sublime...

"Olha lá quem acha que perder é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória e perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor
(...)
Eu que já não sou assim muito de ganhar
junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
só pra viver em paz". (Marcelo Camelo)


Depois que eu escrevi tudo isso, reli e achei sem graça, talvez até sem sentindo, muito fragmentado. Mas achei por bem não apagar... Acho que tô sem concentração. A vida tá boa, um tanto quanto corrida e eu cheia de planos, isso que me move feliz para frente e eu continuo a encontrar borboletas de todas as cores onde quer que eu passe, quer mais sinal que estou no caminho certo do que este?




24.1.07


"Nosso sonho

Se perdeu no fio da vida

E eu vou embora

Sem mais feridas

Sem despedidas

Eu quero ver o mar

Eu quero ver o mar

Eu quero ver o mar


Nossas juras de amor

Já desbotadas

Nossos beijos de outrora

Foram guardados

Nosso mais belo plano

Desperdiçado

Nossa graça e vontade

Derretem na chuva


Um costume de nós

Fica agarrado

As lembranças, os cheiros

Dilacerados

Nossa bela história

Está no passado

O amor que tinha

Era pouco e se acabou" (Vanessa da Mata)



Feliz e alivíada!


Ontem meu sobrinho me disse:


-Bi, não precisa ter medo, eu seguro sua mão.


Assim, o mundo fica tão mais fácil...

22.1.07

Calar


"Retrovisor mostra meus olhos com lembranças mal resolvidas
Mostra as ruas que escolhi...calçadas e avenidas
Deixa explícito que se vou pra frente, coisas ficam para trás
A gente só nunca sabe que coisas são essas..."
É She, só nos resta calar!

21.1.07


Quando os laços se desfazem, nós aprendemos tanto...

18.1.07

Caminhos


Muitas vezes pegamos caminhos que atravessam o nada e levam a lugar nenhum... É importante mudar o rumo quando nos damos conta disto para não perdermos tempo e fôlego. Caminhar rumo ao nada é o mesmo que percorrer o vazio, tudo bem que vazio ás vezes é bom. Contudo, não deve ser sempre uma saída para não nos tornamos secos, frios. E é importante nos mantermos sempre em busca de (como o apesar de de Clarice). Mas não aquela busca que nos torna reféns e sim aquela que nos dá razão para viver, motivos para levantar da cama...

Porque vc tinha que estar vestido justamente com a roupa do pesadelo, porque vc comprou justo a roupa que eu sonhei, porque?

17.1.07


[...] - este é plano que eu sonho em segredo, sorrio, em segredo, porque se tu soubesses a força que há nos sonhos, de noite levantar-me-ias as pálpebras para ver o que estou sonhando e controlar o sonho, [...]
Teolinda Gersão, O Silêncio, Livraria Bertrand, 1981
Muitas vezes queria poder me perder nos meus sonhos...

12.1.07

Para compensar...


Tá! O dia começou mal: fui tirar sangue e desmaiei. Para piorar fui sozinha e tive que mofar lá até melhorar. Pior ainda: perdi a ida para a praia do Guarujá com uma amiga. Fiquei fraquinha o dia todo e ele se resumiu a arrumar a casa, lavar roupa, pelo menos ouvi uns cds legais, que sempre me distraem ("Meu coração é uma máquina de escrever As paixões passam As canções ficam" PLAP), levei bronca porque fui tirar sangue sozinha, porque não como carne, porque minha conta tá negativa e algumas cositas, eu admito que em partes com razão!
Assisti um filme surreal que até agora não sei o que era delírio de cada um dos personagens e o que aconteceu de fato na trama, para finalizar fui (na chuva!) em um barzinho ouvir um trio assassinar algumas músicas legais. Ainda sim confesso que mantive meu bom-humor, o dia foi só chato e tudo bem. Mas, não mais que de repente decidi, ao chegar no meu prédio, verificar a caixinha do correio e qual não foi minha surpresa eu encontrei o que valeu meu dia: um postal de Boston da Ká! Um simples postal fez toda a diferença no meu dia. Bom, não preciso dizer muito só que não contive o sorriso e corri para escrever isso aqui! Não canso de dizer que amo esta minha amiga longe porém presente em minha vida! Feliz!


"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata!" (Clarice Lispector)
Não descobrimos o amor nas páginas dos livros...

10.1.07

Presente


"Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realiza-las a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo, nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida, a nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa". (Mário Quintana)
Isso tem feito todo sentido ultimamente na minha vida...

9.1.07




O que era deixou de ser...
O que será ainda não é...
O presente adquire característica do eterno!

Saudades do tempo destas fotos! Eles dispensam qualquer legenda!
(Cambalhota: quem foi viu, quem não viu perdeu! Ed, Mari e Zé: sem palavras!). Sim, nós inventamos a eternidade para a nossa amizade! Sem medida como vc me pediu Ká, simplesmente feliz!

6.1.07


"Love is what I got I said remember that
Love is what I got and remember that
Love is what I got I said remember that
Love is what I got I got I got I got"

"Amor é o que tenho, eu disse lembre-se disso
Amor é o que tenho, e lembre-se disso
Amor é o que tenho, eu disse lembre-se disso
Amor é o que tenho, tenho, tenho, tenho" (What I got - Sublime)

Boa música para começar o sábado!

5.1.07


"É preciso que eu suporte duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas" ( Antoine de Saint-Exupéry)

Em busca do livro perfeito


Esta semana decretei o ócio em minha vida! Acordei a hora que bem quis, fiquei na rede, fui na praia, ouvi música, fui no cinema, conversei sentada na calçada até tarde, joguei baralho, tomei banho de mar, caminhei, joguei bola na areia, tomei vinho, e mais algumas coisas que eu não fazia há um tem pinho. Só senti falta de uma coisa: um bom livro que embalasse minhas tardes. Fucei todos os meus, os favoritos já reli umas três vezes. Estou em busca de um que não consiga parar de ler...Um que me chamou atenção em uma revisya foi O Silencieiro, só pelo título em si já vale! Um neologismo inventado pelo autor e quer dizer: o fazedor de silêncio, como eu queria ser uma fazedora de silêncio!
Alguém tem alguma sugestão?

Sinopse: Romance fundamental na literatura latino-americana do século XX, de Antonio Di Benedetto, ironicamente teve que passar por décadas de silêncio para vir a ser notado em sua real dimensão (perfeito!). O silencieiro, personagem sem nome, narra o drama desesperado em que se envolve por não suportar o ruído do mundo (momentos eu!). Tem 25 anos quando começa sua história, vive com a mãe numa casa de subúrbio, com poucos amigos (Besarión), poucas mulheres (Leila e Nina), um tio e um trabalho enfadonho. Planeja livros que não chega a escrever, deseja Leila mas casa-se com Nina e se muda para outro lugar, tem um filho, pouca coisa mais (triste!).

4.1.07

Primeira semana


Estou leve, feliz! Esta semana foi ótima, tá que ela nem acabou... Decidi que não ia decidir nada, que não ia planejar nada e ela foi perfeita.

Segunda-feira caminhei na beira d'água até a ponta da praia, falando da vida...é tão revigorante, parece que as angústias ficam no mar.

Terça-feira foi vinho, pizza e baralho! Tudo de mais divertido e gostoso com os amigos especiais!

Quarta-feira cinearte e esfiha com meu companheiro master!

A semana nem terminou e eu já decretei que ela foi a melhor do ano, e ele mal começou, aí que bom! O vento está renovando meu estado de espiríto e as borboletas continuam presentes no meu caminho...

Acho que eu preciso disso, não pensar um pouco, descansar muito e depois eu resolvo o depois!

Ah! Um brinde aos meus 22 anos, apesar que eu não acredito muito nesse lance de idade...




"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento" (Clarice Lispector)