29.11.06
Casa VIII
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Bianca Pyl
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25.11.06
Se eu fosse
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Limpeza na casa...e na vida!
Hoje estava afim de intensidade. De sair e só voltar amanhã, mas analisando bem não há com quem sair, quem eu queria não está aqui comigo! Estou com vontade de chorar, mas chorar mesmo, parar tudo e chorar. Chorar em frente ao espelho, como se fosse conseguir enxergar minha alma, como faz Tereza, em Insustentável Leveza do Ser. Mas eu não consegui!
"Mire, veja o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas. Elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou". João Guimarães Rosa.
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24.11.06
Incertezas seguras

Eu cismo muito com essas duas palavras. Eu uso muito essas duas palavras. Elas entraram em minha vida a partir de uma situação e não saíram mais. Adoro dualidade.
A incerteza se deve ao próprio destino, a vida em si, que é cercada por dúvidas. A segurança vem um pouco da intuição em relação a situações ou pessoas, talvez até do otimismo, porque não?
Muitas vezes na incerteza percebemos que nossas crenças e opiniões parecem não dar conta da realidade, que há falhas naquilo que nos serviu como referência para pensar e agir durante um tempo. Na incerteza não sabemos o que pensar, o que dizer ou o que fazer em certas situações ou diante de certas pessoas ou fatos. Ficamos cheios de perplexidade e somos tomados pela insegurança, mas ela não me tomou! Ao contrário, sigo com as incertezas, mas cada vez mais segura. Será que estou enlouquecendo? Penso eu que é justamente nesses momentos que nos descobrimos ou redescobrimos quem realmente somos. Por isso aproveito esse momento para me reescrever.
Uma escolha, um caminho, uma consequência, muitas possibilidades...
A vida nos ofecere tantas possibilidades, que diante disso tudo nos vêm as incertezas, já que não temos uma vida rascunho, na qual podemos fazer os testes, descobrir o melhor caminho, onde devemos seguir, onde vale a pena parar e depois analisarmos todas consequências e mudar o que erramos na próxima vida.
Foto Marcelo Justo
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Mobilização Kaiowá, Guarani e Terena

Os povos indígenas do Mato Grosso do Sul, particularmente os Kaiowá, Guarani e Terena, estão muito preocupados com a quase total paralisação dos procedimentos de regularização de suas terras. São quase duzentos processos judiciais envolvendo as terras indígenas neste Estado. Grande parte desses processos se encontram no TRF-3ª Região, em São Paulo. Além disso a Funai, neste último ano não constituiu nenhum grupo de trabalho, mesmo sabendo que existem mais de cem terras indígenas (tekohá) que precisam ser identificadas. Essa situação fez com que aumentasse expressivamente a violência entre esses povos, sendo o Estado com maior número de suicídios, assassinatos, mortes por atropelamento, homicídios, dentre outros.
Diante dessa realidade, as 15 comunidades e lideranças indígenas vêm a São Paulo, para conversar com as autoridades responsáveis pelos processos e denunciar a situação dramática que estão passando.
No dia 27 de novembro, às 15 horas, será realizado o Encontro Guarani, com participação de indígeans Guarani, Kaiowá e Terena do Mato Grosso do Sul, de São Paulo e de outros locais do Brasil e da América do Sul. O encontro acontece no no Pátio da Cruz da PUC/SP, e terá rezas, danças e falas.
Na terça-feira, 28 de novembro, os indígenas participarão de Audiências Públicas no TRF da 3ª Região, Av. Paulista, 1842. À noite, haverá visita à aldeia Jaraguá, no Pico do Jaraguá, para realização de rituais.
Na quarta-feira, 29, a programação será encerrada com um ato no vão livre do MASP, às 15 horas, com participação de povos indígenas de todo o país, movimentos sociais e estudantes.
Haverá projeção de filmes na PUC nos dias 27 e 28, seguidos de debates.
Exposição de fotografias
Entre os dias 21 e 30 de novembro, será realizada uma exposição de fotografias de aldeias Gurani do Mato Grosso do Sul, no hall do andar térreo do prédio novo da PUC-SP. As fotos são do fotógrafo Flávio Cannalonga e Núcleo de Estudos em Antropologia Prática (Neap) / PUC-SP.
Informações e auxílio à imprensa:
Marina Gonzalez
Tel. (11) 8206-6917
marinamgonzalez@hotmail.com
Tatiana Lotierzo
Tel. (11) 9103-4200;
tatianalotierzo@yahoo.com
NEAP/PUC-SP
neap_pucsp@yahoo.com.br
Tels. (11) 9153-5573 – Rodrigo Domenech
(11) 9984-2721 – Diego Galípolo
(11) 8585-8818 - Victor Strazzeri
(11) 7120-6466 – Ramirys de Andrade
CIMI/MS
cimidourados@terra.com.br
Tel. (67) 3424-9410
(67) 9983 3982 Egon Heck
(67) 9983 4089
Endereços
PUC-SP – R. Monte Alegre, 984.
MASP – Av. Paulista, 1578.
TRF – Av. Paulista, 1842
Participantes: Kaiowá e Guarani do Mato Grosso do Sul
Guarani de São Paulo e outras regiões
Pankararu, Terena e outros povos indígenas em São Paulo – na manifestação Entidades indigenistas e dos movimentos sociais
Outros eventos da programação
Exposição de Fotos – Aldeias Guarani MS, entre os dias 21 e 30 de novembro
Local: PUC-SP. Hall do andar térreo - Prédio Novo.
Curadora: Marcela Cavalcanti (Neap/PUC-SP)
ATY GUASU ('Grande Reunião') dos Professores e Lideranças Indígenas de toda a América do Sul.
Entre os dias 23 e 26
Local: Dourados/MS
Dia 26: saída à noite de ônibus de Dourados com destino a São Paulo.
Organização:
Comissão Guarani/Kaiowá – MS
Povo Indígena Guarani – SP
Cimi – Conselho Indigenista Missionário
Núcleo de Estudos em Antropologia Prática (Neap) / PUC-SP
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12.11.06
Malas prontas
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11.11.06
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10.11.06
Perdendo os sentidos

E se eu perdesse todos os meus sentidos? Perdesse o que faz sentido? Mas, na verdade, o que me faz sentido mesmo? Eu quero encontrar o sentido? Eu deveria buscar o sentido? Para essas questões recorro à Clarice, que de forma bem límpida diz: "O que parece falta de sentido - é o sentido. Todo momento de 'falta de sentido' é exatamente a assustadora certeza de que ali há o sentido..."
Estou estranha, não consigo me reconhecer. Estou anciosa, com uma sensação de fim próximo, de um recomeço, do novo por chegar... Isso é bom, eu sei, a incerteza é estimulante. Mas ele (novo) não chega logo! Fico com a impressão que estes dias são inúteis, que o que faço não faz diferença. Quero acelerar o relógio do tempo para não sei quando, para a chegada desse novo que eu sinto que está por vir...Mas ele vem, quem me garante? Eu garanto!
Às vezes é difícil enxergar o que está bem claro, como faço para enxergar? Com que olhos devo olhar? Uma coisa que vejo claramente é o orgulho trazendo a ruptura. Percebo também os sinais da natuzera: as borboletas que estão a me cercar ultimamente, como se abençoassem o caminho que escolhi; um cachorro que surge na praia de madrugada e me (a Ana também) coloca no caminho de volta para casa, sem que eu perceba...
É intrigante a dualidade que me toma no momento. Me sinto sozinha e busco me isolar mais. Os dias parecem voar mas ao mesmo tempo as coisas não se movem, as pessoas não se modificam. Quero me preencher com o vazio...Um vazio tranquilo, que não me deixe angustiada.
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6.11.06
Aquele que enxerga de cima do alto
Sou morro cinzento
Levado ao vento
Sei onde anda o seu pensamento
Cravado e enxertado por cima do tempo
Pra querer ter, pra querer ter
Toda prece, toda graça ativada
A uma certa resolução
Pode ser apreciada, determinada
Até mesmo uma salvação
De quem perde a esperar (Lampirônicos)
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1.11.06
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