29.11.06

Casa VIII




"As Cartas Astrológicas ocupam-se com domínios importantes da vida do ser humano, por isso, se você tirou essa carta, deve concentrar-se nos aspectos específicos atribuídos a essa Casa.
Casa VIII: regida por Escorpião, representa o mundo das crises/transformações profundas; busca por segurança emocional através do poder, conhecimentos psíquicos e ocultos; desejo ardente de paz emocional; morte; renascimento; turbulência emocional; restauração, mutações; recuperação. Elemento Água".

Depois disso não preciso dizer mais nada, apenas entender e tentar passar essa fase descrita pela carta.


O fim se aproxima com vista para o mar...

25.11.06

Se eu fosse


Se eu fosse uma música seria Paciência, do Lenine
Se fosse um filme seria Samsara, de Nalin Pan
Se fosse uma flor seria um girassol
Se fosse uma cor seria lilás
Se fosse um período do dia seria a noite
Se eu fosse uma personagem de um filme seria Amelie
Se eu fosse um beijo seria aquele de 40 minutos, do dia 3 de setembro
Se fosse um planeta seria o B612, do Pequeno Príncipe...

Limpeza na casa...e na vida!



Hoje tirei o dia para fazer faxina e organizações. Resultado: 7 sacos de lixo, de 50 litros, cheios! E uma sensação de paz de espiríto indescritível!

Sabe aquela parte da casa que você não tem mais coragem de entrar de tanta bagunça? Pois é, eu fui até lá e não só entrei como tirei tudo e organizei! Fiz o mesmo comigo mesma. Mergulhei em situações e sentimentos que há muito não pensava, mas que eu precisava analisar. Tirei um tanto de coisas para doar e mais outro tanto para jogar fora. Objetos que só ocupam espaço, como algumas coisas na vida que se páramos para analisar percebemos que elas só estão preenchendo espaço, ou melhor, preenchendo vazios. Mas eu prefiro meu vazio a pessoas, sentimentos, ideologias e tudo mais que não faça de fato diferença na minha vida, no que sou.

Hoje estava afim de intensidade. De sair e só voltar amanhã, mas analisando bem não há com quem sair, quem eu queria não está aqui comigo! Estou com vontade de chorar, mas chorar mesmo, parar tudo e chorar. Chorar em frente ao espelho, como se fosse conseguir enxergar minha alma, como faz Tereza, em Insustentável Leveza do Ser. Mas eu não consegui!
Então decidi pegar todos os meus livros e organizá-los, assistir ao DVD que peguei emprestado, ouvir o CD da Elis que ganhei da minha mãe há um tempão e ainda não tinha ouvido. Ler aquelas matérias que eu imprimo para ler depois e o depois nunca chega... Terminar de ler aquele livro que comecei há meses. Aproveitei para planejar algumas coisas profissionais, que pretendo e preciso ir atrás.
Pensando bem até que foi um dia intenso! Internamente intenso, eu diria...

"Mire, veja o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas. Elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou". João Guimarães Rosa.

24.11.06

Incertezas seguras


Eu cismo muito com essas duas palavras. Eu uso muito essas duas palavras. Elas entraram em minha vida a partir de uma situação e não saíram mais. Adoro dualidade.

Há muitas incertezas seguras em mim, no que sou, no que digo, no que faço...

A incerteza se deve ao próprio destino, a vida em si, que é cercada por dúvidas. A segurança vem um pouco da intuição em relação a situações ou pessoas, talvez até do otimismo, porque não?


Muita certeza não tem graça, não tem emoção. E as emoções alimentam a alma, pelo menos a minha...

Momento filosófico-melancólico! Acho que ele se deve ao fato de eu estar encerrando um ciclo importante na minha vida, que tem me cercado de questionamentos. Eu tenho um emprego, uma rotina e em pouco tempo tudo isso irá se desfazer. Não se trata apenas de ficar sem trabalho, mas sim de mudar minha identidade.


Para onde irei? Com quem irei? Não sei, só sei que irei!


Muitas vezes na incerteza percebemos que nossas crenças e opiniões parecem não dar conta da realidade, que há falhas naquilo que nos serviu como referência para pensar e agir durante um tempo. Na incerteza não sabemos o que pensar, o que dizer ou o que fazer em certas situações ou diante de certas pessoas ou fatos. Ficamos cheios de perplexidade e somos tomados pela insegurança, mas ela não me tomou! Ao contrário, sigo com as incertezas, mas cada vez mais segura. Será que estou enlouquecendo? Penso eu que é justamente nesses momentos que nos descobrimos ou redescobrimos quem realmente somos. Por isso aproveito esse momento para me reescrever.

Uma escolha, um caminho, uma consequência, muitas possibilidades...


A vida nos ofecere tantas possibilidades, que diante disso tudo nos vêm as incertezas, já que não temos uma vida rascunho, na qual podemos fazer os testes, descobrir o melhor caminho, onde devemos seguir, onde vale a pena parar e depois analisarmos todas consequências e mudar o que erramos na próxima vida.

Foto Marcelo Justo

Mobilização Kaiowá, Guarani e Terena



Os povos indígenas do Mato Grosso do Sul, particularmente os Kaiowá, Guarani e Terena, estão muito preocupados com a quase total paralisação dos procedimentos de regularização de suas terras. São quase duzentos processos judiciais envolvendo as terras indígenas neste Estado. Grande parte desses processos se encontram no TRF-3ª Região, em São Paulo. Além disso a Funai, neste último ano não constituiu nenhum grupo de trabalho, mesmo sabendo que existem mais de cem terras indígenas (tekohá) que precisam ser identificadas. Essa situação fez com que aumentasse expressivamente a violência entre esses povos, sendo o Estado com maior número de suicídios, assassinatos, mortes por atropelamento, homicídios, dentre outros.

Diante dessa realidade, as 15 comunidades e lideranças indígenas vêm a São Paulo, para conversar com as autoridades responsáveis pelos processos e denunciar a situação dramática que estão passando.

No dia 27 de novembro, às 15 horas, será realizado o Encontro Guarani, com participação de indígeans Guarani, Kaiowá e Terena do Mato Grosso do Sul, de São Paulo e de outros locais do Brasil e da América do Sul. O encontro acontece no no Pátio da Cruz da PUC/SP, e terá rezas, danças e falas.

Na terça-feira, 28 de novembro, os indígenas participarão de Audiências Públicas no TRF da 3ª Região, Av. Paulista, 1842. À noite, haverá visita à aldeia Jaraguá, no Pico do Jaraguá, para realização de rituais.

Na quarta-feira, 29, a programação será encerrada com um ato no vão livre do MASP, às 15 horas, com participação de povos indígenas de todo o país, movimentos sociais e estudantes.
Haverá projeção de filmes na PUC nos dias 27 e 28, seguidos de debates.

Exposição de fotografias

Entre os dias 21 e 30 de novembro, será realizada uma exposição de fotografias de aldeias Gurani do Mato Grosso do Sul, no hall do andar térreo do prédio novo da PUC-SP. As fotos são do fotógrafo Flávio Cannalonga e Núcleo de Estudos em Antropologia Prática (Neap) / PUC-SP.

Informações e auxílio à imprensa:

Marina Gonzalez
Tel. (11) 8206-6917
marinamgonzalez@hotmail.com

Tatiana Lotierzo
Tel. (11) 9103-4200;
tatianalotierzo@yahoo.com

NEAP/PUC-SP
neap_pucsp@yahoo.com.br
Tels. (11) 9153-5573 – Rodrigo Domenech
(11) 9984-2721 – Diego Galípolo
(11) 8585-8818 - Victor Strazzeri
(11) 7120-6466 – Ramirys de Andrade

CIMI/MS
cimidourados@terra.com.br
Tel. (67) 3424-9410
(67) 9983 3982 Egon Heck
(67) 9983 4089

Endereços
PUC-SP – R. Monte Alegre, 984.
MASP – Av. Paulista, 1578.
TRF – Av. Paulista, 1842

Participantes: Kaiowá e Guarani do Mato Grosso do Sul
Guarani de São Paulo e outras regiões
Pankararu, Terena e outros povos indígenas em São Paulo – na manifestação Entidades indigenistas e dos movimentos sociais


Outros eventos da programação
Exposição de Fotos – Aldeias Guarani MS, entre os dias 21 e 30 de novembro
Local: PUC-SP. Hall do andar térreo - Prédio Novo.
Curadora: Marcela Cavalcanti (Neap/PUC-SP)
ATY GUASU ('Grande Reunião') dos Professores e Lideranças Indígenas de toda a América do Sul.

Entre os dias 23 e 26
Local: Dourados/MS
Dia 26: saída à noite de ônibus de Dourados com destino a São Paulo.
Organização:
Comissão Guarani/Kaiowá – MS
Povo Indígena Guarani – SP
Cimi – Conselho Indigenista Missionário
Núcleo de Estudos em Antropologia Prática (Neap) / PUC-SP

12.11.06

Malas prontas



"Espalho os sonhos na mala. Muitos ainda estão embrulhados, outros, marcados de tempo, encontram-se amassados nos cabides das possibilidades. Fantasias são vestes que protegem do frio e emolduram a realidade do corpo. Excesso de bagagem. Há sonhos demais para apenas uma travessia. Desfaço-me dos mais antigos, dos que já não me cabem, dos cafonas, pueris, mofados...Lanço-me ao mar com a expectativa dos descobridores. A realização de ser navegante, a utopia de ser horizonte". (Helena Sut)

11.11.06


Nós temos estrela na alma e o luar no peito!
"À luz crua do sol as coisas aparecem como realmente são, sem ilusões. Já aqueles que gostam de sonhar, que procuram escapar às amarras do cotidiano, preferem a escuridão ou, no máximo, a mágica luz do luar". Moacyr Scliar

10.11.06

Perdendo os sentidos


E se eu perdesse todos os meus sentidos? Perdesse o que faz sentido? Mas, na verdade, o que me faz sentido mesmo? Eu quero encontrar o sentido? Eu deveria buscar o sentido? Para essas questões recorro à Clarice, que de forma bem límpida diz: "O que parece falta de sentido - é o sentido. Todo momento de 'falta de sentido' é exatamente a assustadora certeza de que ali há o sentido..."

Estou estranha, não consigo me reconhecer. Estou anciosa, com uma sensação de fim próximo, de um recomeço, do novo por chegar... Isso é bom, eu sei, a incerteza é estimulante. Mas ele (novo) não chega logo! Fico com a impressão que estes dias são inúteis, que o que faço não faz diferença. Quero acelerar o relógio do tempo para não sei quando, para a chegada desse novo que eu sinto que está por vir...Mas ele vem, quem me garante? Eu garanto!

Às vezes é difícil enxergar o que está bem claro, como faço para enxergar? Com que olhos devo olhar? Uma coisa que vejo claramente é o orgulho trazendo a ruptura. Percebo também os sinais da natuzera: as borboletas que estão a me cercar ultimamente, como se abençoassem o caminho que escolhi; um cachorro que surge na praia de madrugada e me (a Ana também) coloca no caminho de volta para casa, sem que eu perceba...

É intrigante a dualidade que me toma no momento. Me sinto sozinha e busco me isolar mais. Os dias parecem voar mas ao mesmo tempo as coisas não se movem, as pessoas não se modificam. Quero me preencher com o vazio...Um vazio tranquilo, que não me deixe angustiada.

6.11.06


Sou da morada do sonho
Aquele que enxerga de cima do alto
Sou morro cinzento
Levado ao vento
Sei onde anda o seu pensamento
Cravado e enxertado por cima do tempo
Pra querer ter, pra querer ter
Toda prece, toda graça ativada
A uma certa resolução
Pode ser apreciada, determinada
Até mesmo uma salvação
De quem perde a esperar (Lampirônicos)

1.11.06


(Sim, se alguém procura o infinito, basta fechar os olhos!)