20.9.06

Renovem-se


Porque será que temos medo do novo? Não que eu esteja sentindo, agora, medo do que me espera. Na verdade, muito pelo contrário, estou segura nas minhas incertezas.

Mas acho que devemos dar uma renovada sempre, nos descobrir, redescobrir, mudar hábitos, reciclar pensamentos, olhar as coisas sob outro prisma, trocar de palavras e escolher outras atitudes. Acho que faz um bem danado...

Começar com o acordar. Devíamos mudar o horário que acordamos de vez em quando. Mudar o que comemos no café da manhã. Ler outros livros, ouvir músicas diferentes, assitir novos filmes. Conversar com desconhecidos, falar sobre assuntos diferentes. Mudar o caminho para o trabalho, pegar um ônibus diferente, mesmo que ele demore mais, pode haver uma paisagem que compense. É isso! É tempo do novo, não tenha medo, deixe ele entrar!


Para quem curte arte http://www.jacksonpollock.org

18.9.06

Decifra-me


Não sei quantos mistérios possuo, quantas incertezas tenho, quantos delírios me invadem, quantos sentimentos fazem parte de mim, quantas angústias me atemorizam, quantas sensações consigo decifrar, simplesmente não sei.
Só sei que sou o beijo intenso, sou contradição em contra mão, sou incertezas seguras, sou o amor implícito, sou a dor explícita. Sou o som da poesia visceral de Clarice, sou a cor da pintura surreal de Frida e sou o calor do abraço apertado. Há em mim uma busca incessante de me reescrever. Lanço mão da coragem dentro de mim para recomeçar a todo instante, lanço mão da coragem para desistir.

17.9.06

Milagres


"Ao redor dos maiores prédios que eu ja vi, no final de um dia cheio de engolir
cada um tem seus milagres pra insistir
cada um tem seus milagres, pra fugir, pra não ouvir
cada um tem seus milagres
o som dos dias que distanciam a nossa melhor metade
que vai ficando de lado pelo medo de não dormir
que vai ficando de lado sem esquecermos das pequenas coisas que nos protegem,
que nos protegem porque
cada um tem seus milagres, pra fugir
cada um tem seus milagres, pra insistir, pra não ouvir
cada um tem seus milagres" (Marcelo Yuca)

16.9.06

Minha vida sem mim...


Estou me reescrevendo e as coisas me parecem mais claras agora. Tão simples! Como se uma luz tivesse sido acesa e iluminado o que antes eu não enxergava: eu!

E se acontecesse comigo o que aconteceu com Zaratustra? Se eu encontrasse comigo mesma, será que eu gostaria de mim? Gostaria do que sou, do que penso, de como ajo? Como sabemos que estamos no caminho certo? As indagações já são por si só um bom começo, já que onde não há certezas há a busca por ela. Mas não para encontrá-la e simplesmente dar se por satisfeita. E sim para aproveitar o caminho que se faz para tentar chegar até ela.

Limitamos nossas vidas pelo tempo...que contraditório isso...o tempo não tem limites e é relativo. Queria chegar ao estado de não tê-lo me controlando ou melhor de não me deixar controlar por ele.

Carta astrológica do momento: Plutão simboliza a transformação.

Umas palavras, para uma pessoa: mesa 1+ fios de seda artísticos + roda de capoeira + 40 minutos + manteiga de cacau + chaves (ou melhor, - chaves) = momentos inesquecíveis!!

14.9.06

Em busca do silêncio...


Ontem à noite decidi desaparecer um pouco....Desliguei meu celular, não atendi telefonemas....resolvi curtir o silêncio da minha casa vazia.

Deitei na rede, por um tempo que fiz questão de não contar, para não pensar em nada.

Acendi um incenso, contemplei o silêncio e a sensação de estar só!

Cantei Roda Viva bem alto, tomei chá de camomila e vi pela milésima vez Dançando no Escuro, mas desta vez foi especial porque o DVD é meu, e foi presente de alguém que sinto saudades e ao mesmo tempo o sinto aqui comigo. Completamente atemporal....

Simplesmente revigorada!

A inspiração vem de onde?


Hoje acordei com esta música (Pedro Luís e a Parede com Ney Matogrosso, do CD Vagabundo), na verdade eu dormi com esta música na cabeça e resolvi ouvi-la logo que acordei.

Acho que a inspiração vem de algum olhar que parece ter conseguido chegar até nossa alma;

Ela também vem da transpiração...

Vem das conversas com as pessoas mais especiais do mundo, vem da saudade dessas pessoas especiais;

Das entrelinhas de um livro....

Das sensações que não conseguimos entender e por isso mesmo são boas, porque não se limitam as definições;

Vem pelo sim e pelo não....

De algum sorriso ou choro à toa, que nos comove sem motivo;

Vem de imagens que nem vimos, situações que apenas imaginamos e das dores que sentimos....